POR ELZA LOBOSQUE
Pior que a baixa autoconfiança é a autodesconfiança ou total falta de autoconfiança. Tem gente que duvida de sua própria capacidade, pois tem baixa autoconfiança. Mas tem outro tipo de gente que não duvida de seu potencial, na verdade, tem certeza de que não consegue, não presta, não está capacitado, ou seja, se autodesconfia.
Diz-se que ter fé é crer e que confiar é agir na crença, ou seja, ter fé é acreditar que se você cair alguém lhe socorrerá. Já confiar é simplesmente se jogar, ou seja, quem autoconfia não apenas crê, mas age sobre o que crê: faz, realiza e concretiza, se vale para tal da percepção que tem de si e do valor que se dá. O autoconfiado, para fazer o que precisa ser feito, confia em seu potencial e em suas capacidades.
Conhecer-se é fundamental para acreditar em você!
Ter baixa autoconfiança é agir com medo. Mas pior é o que desconfia dele mesmo, pois, simplesmente, não age. Dá as costas para as oportunidades e se esconde. Nem se permite a chance do erro. É imaginar a possibilidade de um deslize, uma demonstração de incompetência, e, por isso, não agir. Quem desconfia de si mesmo crê que algo falhará, não será bem feito ou não é forte o suficiente para cumprir a sua função. É um desesperançado, inseguro e frágil. A pessoa que tem uma baixa autoconfiança acredita minimamente nela. Já a que se autodesconfia se anula por completo.
Mas autoconfiança tem a ver com o conhecimento que temos de nós. O conhecimento gera segurança e confiança. Sabe quando você vai seguro e confiante prestar um exame, realizar uma venda, conduzir uma reunião ou fazer uma apresentação pública? Não tem outra explicação: essa confiança é gerada a partir da certeza de que você é capaz de obter bom êxito no que se propõe a fazer. Por sua vez, essa certeza é fruto da experiência de já ter feito antes, de já ter praticado ou exercitado o suficiente.
Sou contra a idéia de que, quando você acredita que pode, consegue. Não basta só acreditar, você tem de confiar com base em suas experiências.
Mas como fazer com que alguém que não se estima passe a confiar mais em si mesmo?
O primeiro passo para construir a autoconfiança é descobrir quem você é. Assim, é quase certo que você precisará da ajuda externa de colegas, amigos, familiares e profissionais de psicologia para conseguir construir uma imagem correta de sua pessoa.
A partir daí, da consciência de quem você é, do que é e não é capaz de fazer e realizar começa a construção de uma nova e maior capacidade, a partir da reciclagem, da leitura e dos exercícios práticos. Autoconfiança se consegue fazendo, errando, tentando de novo e corrigindo até acertar. Por isso, mova-se, prepare-se, teste-se, prove-se, examine-se e pare, de se autodesconfiar. Você tem valor. Só precisa descobrir isso. Pode confiar, funciona.
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